sábado, 27 de janeiro de 2024

Por que ler "pequenas delicadezas"

 Janeiro de 2024.

Faz quase mais de dois anos que não publico nada por aqui.

Tomei, porém, a decisão, neste ano, de voltar à Sala de Leitura, para compartilhar, com quiser me ler, alguma coisa de minhas leituras dos anos que se passaram desde que abri a sala. E não foram poucas.

Comecemos, pois, pela leitura mais recente:

"pequenas delicadezas

conselhos sobre 

o amor e a vida"

Este é o título do livro de Cheryl Strayed, autora também de "Livre - a jornada de uma mulher em busca do recomeço". Um livro que virou filme com o protagonismo de Reese Witherspoon. 

Ao que interessa!

"pequenas delicadezas", livro que me foi indicado por um professor carioca, Alex Castro, com quem tenho feito alguns cursos sobre história e literatura desde a pandemia, é um livro cuja leitura deveria ser obrigatória para as pessoas todas que buscam saber mais sobre si mesmas, sobre as experiências que escolher viver e sobre as decisões que precisam ser tomadas a respeito de nossas vidas e que muitas vezes temos medo de tomar. Ou por não sabermos exatamente como proceder, ou por termos medo de nos machucarmos ou machucarmos as pessoas envolvidas.

O livro traz uma série de conselhos dados por Cheryl a pessoas que escreviam a ela a partir de um site e trata dos mais variados assuntos. Todos tendo a ver com a experiência que cada um e cada uma de nós escolhe viver em determinado momento na vida.

É possível perceber, quando pensamos, por exemplo, que só nós passamos por determinada situação, que outras pessoas também passam pelos perrengues que julgamos exclusivos. E que elas também ficam confusas acerca de que caminho seguir. Que decisões tomar. 

É claro que é muito difícil resumir em um pequeno espaço como este tudo o que cada um e cada uma pode apreender da leitura de um livro como este, mas creio que vale muito a pena lê-lo. Para percebermos que não estamos sós. Que os dilemas e as questões que nos afligem não são só nossos, não se referem somente a nossa vida. Estamos todos num barco só. A vida. E precisamos força e precisamos luz para que nossos caminhos se abram, para que a caminhada se torne mais leve e o terreno em que pisamos menos acidentado. 

Não podemos, porém, pretender-nos donos da verdade. A sabedoria começa a se apresentar a nós, quando começamos a aprender a escutar. Quando começamos a aprender a ouvir o que a vida tem a nos dizer. Não só aquela que pensamos ser a nossa vida, e que é única, pelo menos se pensarmos que todas as escolhas que fazemos - e as que fizemos até agora - são nossas e foram, e são, elas que nos puseram no lugar aonde nos encontramos.

Acabei hoje a leitura. 

Dos últimos pontos que li, eu destacaria o seguinte:

"... não temos como saber o que vai acontecer em nossas vidas. Nós vivemos e temos experiências e deixamos as pessoas que amamos e somos deixados por elas. As pessoas que pensamos que ficariam conosco para sempre não ficam e as pessoas que não sabíamos que entrariam em nossas vidas ficam. Nossa missão aqui é manter a fé nisso, colocá-la numa caixa e esperar. Confiar que algum dia nós saberemos seu significado de modo que quando um milagre corriqueiro nos é revelado nós estaremos lá... [gratos] por todas as pequenas coisas."

E, para terminar, algo que ela diz já bem no fim do livro sobre o que acho que vale a pena refletir:

"A aceitação é uma sala silenciosa e pequena".

Se vocês resolverem ler o livro, boa leitura.

Até a próxima!